Doação de Órgãos: você pode salvar vidas

Sua decisão pode transformar vidas, dando uma nova chance de felicidade e saúde a quem mais precisa.

14 DE AGOSTO DE 2025

Atualmente, no Brasil, mais de 43 mil pacientes ainda aguardam por um transplante, sendo que mais de 28 mil precisam especificamente de córneas. Um único doador pode beneficiar até oito pessoas, oferecendo uma nova oportunidade a cada uma delas.

O que é a Doação de Órgãos?

A doação de órgãos é o processo em que uma pessoa permite que seus órgãos saudáveis sejam retirados após sua morte encefálica, ou, em determinados casos, ainda em vida, para serem transplantados em pessoas que necessitam. Órgãos como coração, pulmões, fígado, pâncreas, intestino e rins podem ser transplantados, além de tecidos como córneas, medula óssea, pele, ossos e válvulas cardíacas.

Quem pode ser doador?

Os doadores podem ser de dois tipos: vivos e falecidos.

  • Doador falecido: Quando há morte encefálica ou parada cardíaca comprovada, o paciente torna-se um potencial doador de órgãos ou tecidos, desde que autorizado pela família.
  • Doador vivo: Pessoas saudáveis ainda em vida podem doar um dos rins, parte do fígado, parte do pulmão ou medula óssea. A doação entre vivos é regulada e geralmente feita entre parentes próximos; do contrário, é necessária autorização judicial.

Como funciona o processo de doação?

Após a confirmação da morte encefálica e um exame complementar, a equipe médica realiza uma conversa esclarecedora com a família do paciente. Essa etapa é fundamental, pois somente com autorização familiar a doação pode prosseguir. Por isso, é mais do que importante que você comunique à sua família o desejo de ser doador, pois não há necessidade de documentação formal.

Uma vez autorizada, a Central Estadual de Transplantes é informada e realiza o cruzamento de informações com a lista unificada e informatizada dos receptores, garantindo que os órgãos sejam destinados aos pacientes mais compatíveis por nível de urgência.

Mitos e esclarecimentos sobre a doação

  • O corpo fica deformado após a doação? Não. Os órgãos são removidos por meio de cirurgia, seguida de uma cuidadosa recomposição do corpo, permitindo que o velório aconteça normalmente.
  • Existem custos para a família do doador? Não. Todos os custos são integralmente cobertos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O papel do Brasil no cenário mundial

O Brasil possui hoje o maior programa público de transplante de órgãos e tecidos do mundo, financiando cerca de 95% dos transplantes realizados no país. Em termos absolutos, é o segundo maior país transplantador, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. Os pacientes contam com assistência completa, incluindo exames, procedimentos cirúrgicos e medicamentos pós-operatórios, totalmente custeados pelo SUS.

Por que o número de doações ainda é baixo?

Apesar dos avanços, muitos brasileiros ainda relutam em autorizar a doação por falta de conhecimento ou por questões religiosas e culturais. De acordo com pesquisas realizadas pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a principal razão para a recusa familiar é a incompreensão sobre a morte encefálica e a dificuldade das equipes médicas em comunicar claramente o diagnóstico.

Faça a diferença!

Conversar com sua família sobre a decisão de ser um doador é essencial para facilitar o processo. Sua decisão pode transformar vidas, dando uma nova chance de felicidade e saúde a quem mais precisa. Doe órgãos, doe vida!

BAIXAR PDF