Outubro Rosa: Por que falar de câncer de mama agora?

Marque sua conversa de cuidado. Procure um profissional especialista que possa indicar o que fazer em cada situação.

14 DE OUTUBRO DE 2025

Depois do câncer de pele não melanoma, o câncer de mama é atualmente o tipo de câncer mais incidente entre as mulheres brasileiras. A detecção precoce aumenta muito a chance de cura e reduz a necessidade de tratamentos mais agressivos.

Sinais de alerta que merecem avaliação

  • Nódulo endurecido e persistente na mama ou axila.
  • Alterações na pele (vermelhidão persistente, retrações, aspecto de “casca de laranja”).
  • Mudança no formato da mama ou do mamilo (inversão recente).
  • Secreção mamilar, especialmente sanguinolenta.
  • Dor focal nova e contínua (dor isolada raramente é câncer, mas deve ser avaliada se persistente).

O autoconhecimento do próprio corpo, em conjunto com mamografias regulares e exames clínicos conduzidos por profissionais de saúde são muito importantes na detecção precoce e eficaz da doença.

Fatores de risco

Risco não é sentença. Ele só indica probabilidade. Alguns fatores fogem do nosso controle (como envelhecer, ter menstruação por muitos anos, história familiar importante ou mutações como BRCA1/BRCA2). Outros, porém, podemos ajustar no cotidiano.

Com o passar dos anos, a exposição acumulada aos hormônios e pequenas “falhas” que se somam no DNA aumentam a chance de surgirem tumores.

O peso corporal em excesso, principalmente após a menopausa, também conta. O tecido adiposo passa a produzir estrogênio, que estimula a mama.

O álcool tem efeito dose-dependente: quanto mais, maior o risco.

Já a inatividade física tira do corpo uma proteção poderosa. O exercício ajuda a regular hormônios, inflamação e sensibilidade à insulina.

Homens também precisam de atenção

O câncer de mama, por mais que raro, também pode acometer homens (cerca de 1% dos casos). Nódulo na mama/axila ou saída de sangue pelo mamilo merecem avaliação.

Cuidado com os Mitos

  • “Anticoncepcional sempre causa câncer.” Não. Pílulas combinadas podem elevar discretamente o risco enquanto em uso; a decisão deve ser individualizada com seu médico.
  • “Prótese de silicone causa câncer.” Não. Prótese não causa câncer de mama; casos raros de linfoma associado a implantes são diferentes e exigem avaliação específica.
  • “Se não sinto nada, não preciso rastrear.” Não. Tumores iniciais costumam não dar sintomas e a mamografia detecta alterações milimétricas.

O que fazer neste Outubro Rosa (e no resto do ano)

  • Marque sua conversa de cuidado. Procure um profissional especialista que possa indicar o que fazer em cada situação.
  • Traga seu histórico. Leve informações sobre parentes com câncer (quem, idade ao diagnóstico, lado do corpo).
  • Esteja atenta a mudanças. Notou um nódulo que não some, pele “repuxando”, saída de secreção pelo mamilo ou alteração no formato da mama? Procure avaliação.
  • Deu BI-RADS duvidoso? Acompanhe conforme orientação médica. Resultados que pedem controle ou biópsia fazem parte do caminho diagnóstico.
  • E, por fim, cuide do corpo todo. Dormir, fazer atividade física, comer bem, reduzir álcool e buscar suporte emocional.
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